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Eu quero mais, e você?
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Eu quero mais, e você?

Em todas as encruzilhadas da vida é necessário saber o que, como, quando e onde, se pode fazer alguma coisa para mudar, superar, revidar ou mesmo assimilar e aceitar os contrapontos aos quais estamos submetidos pela nossa condição de viventes, humanos, cidadãos, membros, eleitores, clientes, estranhos, estrangeiros, pobres ou ricos, intelectuais ou analfabetos, gordos ou magros, participantes ou omissos, vítimas ou réus, entre mil outras facetas que a vida em sociedade nos impõe.

Embora ao nascer ninguém tenha escolhido o mundo, o país, a cultura, e muito menos o status social que os nossos ancestrais nos reservaram, e que nos acompanharão até o fim dos nossos dias, somos todos escravos das normas, da cultura, dos governos e do regime social instalados antes da nossa chegada.

Talvez, se detivéssemos esta oportunidade, as nossas escolhas nos levariam a outro mundo, não importa o modelo, mas, sem dúvida, muito ... muito diferente.

Mas, se quisermos, se quisermos efetivamente, podemos esquecer a advertência de Eduardo Alves da Costa, "No Caminho Com Maiakóvski":

"... Na primeira noite eles se aproximam

e roubam uma flor

do nosso jardim.

E não dizemos nada."

"Na segunda noite, já não se escondem;

pisam as flores,

matam nosso cão,

e não dizemos nada."

'Até que um dia, o mais frágil deles

entra sozinho em nossa casa,

rouba-nos a luz, e,

conhecendo nosso medo,

arranca-nos a voz da garganta.

E já não podemos dizer nada.'

É verdade.
 
Podemos apenas aceitar o sistema no qual fomos introduzidos e, pacíficos e cordatos, conviver com as estruturas e limites que ora possuímos, ainda que esta atitude corrompa o nosso íntimo e comprometa a nossa esperança.
 
Ou podemos também utilizar dos instrumentos e ferramentas disponíveis para exercer nossa vocação de inconformismo, para pacificar o nosso lar, para valorizar o nosso ambiente de trabalho, para mudar o nosso meio social, para ampliar o limite de nossas aspirações e, afinal, descobrir que tudo podemos, apenas porque queremos.
 

Mas, para indignar, contestar, mudar, principalmente abrindo caminhos nunca dantes percorridos, temos que carregar um instinto nobilíssimo, chamado simplesmente de autoconfiança, e esta virtude só é disponível para aqueles que se sentem fortes, íntegros e, acima de tudo, dignos de ostentar a insígnia de bravos.

Só que para isso é fundamental conhecer, diferenciar, avaliar, confiar e agir.

Talvez não seja o caso de toda a humanidade, mas, pelo menos alguns poucos seres terrenos deverão ter condições e coragem de assumir os riscos inerentes e postar-se no alto de suas próprias convicções e poder gritar, em alto e bom som:
 

"A partir deste minuto eu serei uma referência universal pelos meus pensamentos, atitudes e realizações, porque depois de pesquisar, estudar, avaliar, conhecer, entender e compreender, eu sei o que, como, quando e onde, se pode fazer alguma coisa para construir uma meta, realçar a vida, alterar o futuro, procurar a felicidade e, quiçá, reescrever a história, apesar de tudo."

Danilo Santana

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